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As conexões entre o poker e os carros

Será que temos alguma coisa em comum? A princípio você pode estranhar o título deste artigo. Afinal de contas, os carros – e o esporte a motor em geral – tem uma diferença visual óbvia. Um trata da velocidade, da emoção, da magia da engenharia. O outro faz menção ao raciocínio calculado, faz menção a cartas e blefes. Será mesmo que existe alguma coisa em comum entre poker e os carros?

Realmente, pode não parecer. Mas existe. E não é uma semelhança puramente abstrata. Se você parar para pensar, é como duas coisas que correm na mesma veia. A veia masculina de arriscar. Ao final do artigo você vai entender o que estamos falando.

A primeira prova: o sangue correndo.

Pilotos são seres esquisitos. Eles não pensam como eu ou você: eles correm. Só pelo fato de arriscarem suas vidas diuturnamente por dinheiro – em máquinas que correm em uma média horária de 200 km/h – isso já faz deles seres diferentes. Sabe qual o melhor teste o possível para saber se uma criança pode ser um piloto ou não? Muitos poderão dizer que é dando um kart para essa criança. Engana-se quem pensa assim. O melhor teste é observar uma criança subindo numa árvore e, por acaso, caindo. Se ela cair, se ralar toda e for chorando para casa, essa criança claramente não pode ser um piloto de automóveis. Ela respeita o perigo e ele toma conta dela. Mas se essa criança cair, bater a cabeça e quiser subir de novo na árvore, há combustível de alta octanagem em suas veias.

O mesmo diz respeito aos jogadores de poker. Eles gostam do perigo, gostam do All In. Um exemplo clássico é no filme “Cartas na Mesa”, com Matt Damon no papel principal. Após perder todas suas economias numa jogada de sorte do adversário, ele volta com todas as forças para o jogo. Porque ama adrenalina, porque ama o perigo. O sangue correndo veloz numa mesa de poker antes de da última carta ser aberta no river é o mesmo sangue que corre a 200 km/h na reta de Le Mans no Circuit de La Sarthe.

Não é a toa que existem vários pilotos que jogam poker.

Pois é. Como a vida sob rodas geralmente acaba na casa dos 35 anos (exceções feitas à Stock Car e NASCAR, categorias nas quais a vida útil do piloto é mais extensa por não se exigir tanto preparo físico dos mesmos se comparado aos monopostos), muitos pilotos acabam procurando coisas emocionantes para fazer enquanto não podem mais correr.

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Pilotos jogando poker no paddock.

Ayrton Senna, por exemplo, adorava andar de Jet Ski quando estava de férias no Brasil. Além disso, ele gostava de pilotar aeromodelos. Ou seja: ele continuava ligado estreitamente à velocidade. Michael Schumacher é outro exemplo notável. Recentemente, como foi amplamente noticiado, Michael sofreu um acidente enquanto esquiava. O ski era uma das paixões de Schumacher e o porquê é óbvio: a velocidade e a adrenalina correm em suas veias. O mesmo pode ser dito em respeito ao fato de Michael já ter declarado gostar do poker. Outro piloto que já declarou gostar do esporte é Robert Kubica (você deve lembrar dele pelo acidente em um GP do Canadá).

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Ex-Piloto, Gualter Sales agora participa de campeonatos de poker.

E não só eles. No Brasil temos dois exemplos de pilotos que já foram ligados ao esporte das cartas. Gualter Sales, ex-piloto da Stock Car, já declarou que joga poker online desde 2006. No México temos um caso bem interessante também. Jorge Limón, piloto de rally mexicano, jogava poker para arrecadar fundos e ter dinheiro para correr. Ele chegou a ser tão bom que hoje faz parte da equipe patrocinada pelo site PokerStars.

Seja como for, a conclusão é simples: quem gosta de emoção gosta em várias áreas. Quem gosta de carros, velocidade e etc vai gostar de esquiar, de pilotar e de arriscar umas fichas numa mesa de poker. Parecia que eles não tinham nada em comum, não? Agora você deve ter mudado de ideia.

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